Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Onde?

Imagem retirada da Internet

Onde estas quando te procuro e não te encontro?

Onde te escondes quando apenas sinto a brisa do vento acariciar-me o corpo?!

Onde se encontram os lábios carnudos humedecidos pela saliva entreabertos que procuravam os meus sempre que o teu olhar se cruzava com o meu?!

Onde?!

Onde estás que não te vejo?!

Onde te escondes quando te procuro?!

E tu?!

E eu?!

Onde ficamos quando os nossos corpos se separam, quando se abandonam, quando se escondem um do outro…

Quando já não sentem o calor e o desejo que nutriam um pelo outro...

Que sentes quando o teu olhar já não encontra o meu?!

Choras?!

Ris?!

Diz-me o que pensas…

O que sentes…

Diz-me…

Diz-me onde estas…

Onde te recolhes quando o meu corpo chama o teu…

Quando as minhas mãos te procuram…

O que pensas?!

Será que sentes a minha ausência quando te viro costas?!

Será que sou eu que não consigo ver o brilho dos teus olhos no escuro?!

Será?!

Se é ajuda-me...

Ensiana-me a amar-te...

Ensina-me a ser feliz...

E agora onde estás?!

Será que estás aqui?!

Será?!

________________________________________

O texto que escrevi em nada tem haver com o que sinto de momento, muito pelo contrário, posso dar-me ao luxo de dizer que tenho tudo aquilo que sempre quis, o abraço na altura exacta, o beijo na hora certa e aquela palavra amiga, carinhosa que nos deixa babadas no momento certo!

publicado por Sol de Inverno às 09:32
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

A caminho da floresta - II

 

"Apenas com um pedaço de tecido no corpo comecei a caminhar de encontro à floresta, ia descalça, estava um pouco de vento o que fazia com que o tecido esvoaçasse um pouco…"
[Ver texto completo AQUI]
 
Sentia os meus pés húmidos, olhei e reparei que a vegetação estava coberta por gotículas de água, orvalho talvez… ou então chuva, não sei, o sol encadeia-me e impede-me de olhar com maior pormenor…
Sinto algo tocar-me no ombro, no braço, que vai descendo, pousando de vez a vez, sinto o bater de algo, olho…
… e já só consigo ver o esvoaçar de uma borboleta, de asas grandes de tons laranja cor de fogo, amarelo cor de limão, pintada de violeta, colorida de tons arco-íris… estendo o braço com a esperança que ela volte a tocar na minha pele, mas ela esvoaça, voa cada vez mais alto, tento segui-la…
…mas ela voa e voa e não consigo…
Insisto…
…corro mais um pouco, mas ela já está para lá da linha do horizonte, voou para lá do que eu poderia ir…
…voou para um local desconhecido, longe ou talvez perto…talvez volte…
[De repente, tudo anda à roda, o azul do céu parece rosa, o castanho e o verde da vegetação confundem-se ganham uma nova cor, as árvores mexem, viram e reviram, os troncos ganham elasticidade parecem vir em meu encontro, em busca do meu corpo…
Assustada e confusa corro, corro em direcção a algo perdido, a algo desconhecido, a algo sem fim, corro, corro…
No minuto a seguir tudo parece andar à minha volta, tudo gira, tudo roda, olho e olho, olho não sei para onde, não sei o que vejo, já nem sei o que sinto…
Sinto as minhas pernas bambas, sem forças, a cabeça pesada, os olhos cansados que parecem querer fechar a qualquer instante…
A luz do sol esvaísse, confunde-se com a luz da noite com a luz do dia com a luz do entardecer, do amanhecer, o tecido que cobre o meu corpo escorrega, descai, desliza entre as curvas entre as linhas do meu corpo… redesenha-me… mostra a minha nudez, a nudez da minha pele, do meu corpo, mostra cada pedaço, cada centímetro, cada milímetro de mim…]*   
 
PS: Uma vez que surgiu uma critica CONSTRUTIVA, decidi modificar o texto, até porque o texto não se encontrava totalmente do meu agrado, não sei, parecia que morria no fim, e para comprovar isso vou deixar aqui o outro final para que todos possam comprava-lo:
“Tento andar mais um pouco, mas sinto-me fraca, muito fraca, cada vez mais fraca, o tecido que cobre e esconde a nudez do meu corpo vai descaindo aos poucos, deslizando ao longo das costas, caindo levemente na cintura, redesenhando ao longo do tempo, todas as linhas possíveis e imaginarias existentes no meu corpo…”
* Texto editado às 19h10m
publicado por Sol de Inverno às 10:29
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